A sensação de não saber (e de saber) exatamente o que vai acontecer quando você se aproximasse.
Nós dois com sorrisos cretinos no rosto, ambos desejando chorar até o amanhecer.
Sempre tenho a sensação de que é última vez em que estamos juntos enquanto a gente caminha pelas ruas.
E sempre desejo que seja a última vez.
Há certa tendência em mim de tentar ignorar todas as coisas bonitas que acontecem entre nós, mas isso eu sei te explicar e você sabe como entender.
No entanto, as coisas ainda são belas, ainda que sofridas.
Fingir dormir por duas e horas e meia, abraçada com você, cabelo molhado, franja que virou cachinhos; vendo-te dormir pelo espelho...
Ter certeza de tudo por algumas horas e depois te abraçar, pegar o metrô.
Ter os joelhos esfolados, dormir o dia todo e não conseguir sequer escrever algo sobre a nossa noite, não por falta de enredo, não por falta de amor, mas por uma falta de esperança tremenda e por não saber sequer se o que te fiz foi bem, ou se nós somos a raiz do nosso mal.
Teria feito por qualquer pessoa que eu goste o que eu fiz por você ontem, mas eu fiz por você.
Os fatos se explicam por si mesmos.
Não nos casaremos semana que vem, você não me ligou e está quase na hora de tomar o comprimido.
Agora eu passo o resto da semana fingindo que nada disso tem importância, que eu posso abrir mão de tudo isso por... por sei lá o que.
Enfim, foda-se, foda-se tudo!
Eu sempre paguei o preço dos meus atos.
Boa noite, não precisa me agradecer por salvar sua vida mais uma vez.
domingo, setembro 21, 2008
quinta-feira, setembro 18, 2008
"ah se fosse a saudade, mas são teus olhos que me seguem, que me cegam..."
No vidro da janela da classe eu vi meu rosto.
Arrumei a franja do cabelo que não penteio há dias.
Fiquei olhando meu rosto meu pálido, os olhos escuros ainda que inchados.
Por um instante pensei que ouvia sua voz no meu ouvido, como naquele dia que tentei esconder tristeza de você: “Claro que você está triste, quando fica mal seu rosto fica bem branco e seus olhos ainda mais negros mesmo que inchados pelo pranto”. Você vê, só você sabe me ver...
Era bom estar triste naqueles dias, eu não era somente uma garota triste (...), eu era a sua garota triste, e mesmo sem um puto (...) , eu podia acalmar meus olhos no seu olhar... E ainda é você o único lugar do mundo em que me encontro de fato. E apenas sorrio, porque de alguma forma ainda posso estar em você, em raros dias negros de saudade antiga, mas que num beijo se tornam luz.
Sequer sei abaixo de que lua estamos, se o nosso time jogou...Você se foi, e o preço do (...) subiu. Caralho!
(Quase um ano, e ninguém vai sentir isso por mim. Pudera nem eu sentir também...).
Arrumei a franja do cabelo que não penteio há dias.
Fiquei olhando meu rosto meu pálido, os olhos escuros ainda que inchados.
Por um instante pensei que ouvia sua voz no meu ouvido, como naquele dia que tentei esconder tristeza de você: “Claro que você está triste, quando fica mal seu rosto fica bem branco e seus olhos ainda mais negros mesmo que inchados pelo pranto”. Você vê, só você sabe me ver...
Era bom estar triste naqueles dias, eu não era somente uma garota triste (...), eu era a sua garota triste, e mesmo sem um puto (...) , eu podia acalmar meus olhos no seu olhar... E ainda é você o único lugar do mundo em que me encontro de fato. E apenas sorrio, porque de alguma forma ainda posso estar em você, em raros dias negros de saudade antiga, mas que num beijo se tornam luz.
Sequer sei abaixo de que lua estamos, se o nosso time jogou...Você se foi, e o preço do (...) subiu. Caralho!
(Quase um ano, e ninguém vai sentir isso por mim. Pudera nem eu sentir também...).
quinta-feira, junho 26, 2008
E depois de um dia difícil pensei ter visto você entrar pela minha janela...
"Eu quis você
E me perdi
Você não viu
E eu não senti
Não acredito nem vou julgar
Você sorriu, ficou e quis me provocar
Quis dar uma volta em todo o mundo
Mas não é bem assim que as coisas são
Seu interesse é só traição
E mentir é fácil demais
Mentir é fácil demais
Mentir é fácil demais
Mentir é fácil demais
Tua indecência não serve mais
Tão decadente e tanto faz
Quais são as regras? O que ficou?
O seu cinismo essa sedução
Volta pro esgoto baby
Vê se alguém lhe quer
O que ficou é esse modelito da estação passada
Extorsão e drogas demais
Todos já sabem o que você faz
Teu perfume barato, teus truques banais
Você acabou ficando pra trás
Porque mentir é fácil demais
Mentir é fácil demais
Mentir é fácil demais
Mentir é fácil demais
Volta pro esgoto baby
e vê se alguém lhe quer"
(renato russo)
terça-feira, maio 06, 2008
alegoria de mim mesma.

Eu só tenho vinte anos, mas sei o que move cada canção de amor que ouvi durante esta minha breve vida.
Porém, é um mistério para mim como entre tantas misérias e cólera, a humanidade prefira cantar o amor.
Logo nós humanos que fazemos do amor uma farsa tão besta, logo nós humanos que só sabemos demonstrar dor com sangue e lágrimas. Porque você pode falar por horas e ninguém te levar a sério, porém, se você começar a chorar e sangrar parece que legitima a dor idiota que não merecia sequer que você falasse dela.
Amor e dor, a rima mais piegas que eu já vi, mas se distanciando da poesia, fazendo-se ver estes dois somente como a placenta da existência humana, dá pano pra manga pra qualquer idiota metido à inteligente discursar...
O amor é para os mais tolos, sentimento de massa que faz qualquer um notar o quanto é miserável e limitado.
A porra do amor não sente qualquer remorso em nos roubar os dias, os meses, os anos, a pequena existência; porque eu ainda tenho a convicção de que uma vida inteira as vezes não tem o profundo significado que alguns meses podem ter.
É assim mesmo: vários cretinos entrando e saindo das nossas vidas; levando tudo que há de melhor no nosso ser já tão patético e vazio.
E entreguei todo o meu ouro por amor. Sequer recebi dignidade de troco.
(Se puder fingir que eu não existo eu agradeceria, já que fingiu coisa pior quando jurou que me amava).
Mais palavras, duma mensagem que era pra você. Enfim, me esquece, desaparece de vez, por favor... Eu já chorei e já sangrei nos seus braços e mesmo assim você não me levou a sério. Você já pensa demais em você mesmo, não preciso mais pensar.
Foda-se! Eu sigo, mesmo sem sentido nenhum.
Porém, é um mistério para mim como entre tantas misérias e cólera, a humanidade prefira cantar o amor.
Logo nós humanos que fazemos do amor uma farsa tão besta, logo nós humanos que só sabemos demonstrar dor com sangue e lágrimas. Porque você pode falar por horas e ninguém te levar a sério, porém, se você começar a chorar e sangrar parece que legitima a dor idiota que não merecia sequer que você falasse dela.
Amor e dor, a rima mais piegas que eu já vi, mas se distanciando da poesia, fazendo-se ver estes dois somente como a placenta da existência humana, dá pano pra manga pra qualquer idiota metido à inteligente discursar...
O amor é para os mais tolos, sentimento de massa que faz qualquer um notar o quanto é miserável e limitado.
A porra do amor não sente qualquer remorso em nos roubar os dias, os meses, os anos, a pequena existência; porque eu ainda tenho a convicção de que uma vida inteira as vezes não tem o profundo significado que alguns meses podem ter.
É assim mesmo: vários cretinos entrando e saindo das nossas vidas; levando tudo que há de melhor no nosso ser já tão patético e vazio.
E entreguei todo o meu ouro por amor. Sequer recebi dignidade de troco.
(Se puder fingir que eu não existo eu agradeceria, já que fingiu coisa pior quando jurou que me amava).
Mais palavras, duma mensagem que era pra você. Enfim, me esquece, desaparece de vez, por favor... Eu já chorei e já sangrei nos seus braços e mesmo assim você não me levou a sério. Você já pensa demais em você mesmo, não preciso mais pensar.
Foda-se! Eu sigo, mesmo sem sentido nenhum.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
terça-feira, janeiro 22, 2008
medo de se amargurar pelo que não se fez...
Quem vai acreditar na minha loucura?
Quem vai sustentar meus passos quando eu correr como quem vai de boca ao chão?
Você?
Ele?
Ela?
Ah, não tente me salvar quando o que eu quero é comoção,
Tenho dormido tanto, tenho exalado tanta fumaça atroz e suspirado em doces versos pra te fazer levantar.
Você não levantou amor!
Quero dormir até esquecer que você dormiu...
Quero vomitar essas horas de sangue e de mentiras...
Quero um nariz que não falhe.
Um sexo que não sangre.
Quero esquecer que a vida vai passar independente se estou acordada ou não.
Quero não pensar que estou sendo escrava do que me move, do que eu amo.
Do que eu sei que é amor e que vai passar também...
Me deixa ir...
Me beija a boca e ao menos me belisca a alma, pra que eu possa respirar.
Pra que eu sinta o sentido, pra que eu ainda tenha forças pra inventar sentidos... Por mim, por você e quem sabe por nós.
Quem vai sustentar meus passos quando eu correr como quem vai de boca ao chão?
Você?
Ele?
Ela?
Ah, não tente me salvar quando o que eu quero é comoção,
Tenho dormido tanto, tenho exalado tanta fumaça atroz e suspirado em doces versos pra te fazer levantar.
Você não levantou amor!
Quero dormir até esquecer que você dormiu...
Quero vomitar essas horas de sangue e de mentiras...
Quero um nariz que não falhe.
Um sexo que não sangre.
Quero esquecer que a vida vai passar independente se estou acordada ou não.
Quero não pensar que estou sendo escrava do que me move, do que eu amo.
Do que eu sei que é amor e que vai passar também...
Me deixa ir...
Me beija a boca e ao menos me belisca a alma, pra que eu possa respirar.
Pra que eu sinta o sentido, pra que eu ainda tenha forças pra inventar sentidos... Por mim, por você e quem sabe por nós.
terça-feira, janeiro 15, 2008
janeiro continua sendo o pior dos meses...
Comi pouco no almoço.
Compensei com o sopro que me deu no estômago.
Eu estalei os dedos até doerem essa manhã.
Acordei cedo, chorei um pouquinho, até a tristeza se transformar em raiva.
Da raiva eu quis fazer um desenho, mas não quis procurar o lápis de desenho.
Já reparei que quanto mais a gente se entrega e vai alto, mais lenta é a queda, vai-se descendo devagar, raspando os braços na parede áspera da nossa insistência em voar com a asa do outro.
Depois senti fome, a vontade de chorar voltou, mas eu olhei pra chuva e tentei sorrir com a alma entre os dentes, querendo fugir de tanto susto, dessa vida de assombro que me abraçou.
Ele me ligou pra ter certeza desse amor que já foi tão certo...
Hoje, TALVEZ, seja acorde errante na minha canção.
Eu não agüento mais esse mês...
Eu sinto mais amor que raiva.
Mas ninguém precisa levar isso a sério.
“Espera passar... Também te amo, boa noite...”.
Compensei com o sopro que me deu no estômago.
Eu estalei os dedos até doerem essa manhã.
Acordei cedo, chorei um pouquinho, até a tristeza se transformar em raiva.
Da raiva eu quis fazer um desenho, mas não quis procurar o lápis de desenho.
Já reparei que quanto mais a gente se entrega e vai alto, mais lenta é a queda, vai-se descendo devagar, raspando os braços na parede áspera da nossa insistência em voar com a asa do outro.
Depois senti fome, a vontade de chorar voltou, mas eu olhei pra chuva e tentei sorrir com a alma entre os dentes, querendo fugir de tanto susto, dessa vida de assombro que me abraçou.
Ele me ligou pra ter certeza desse amor que já foi tão certo...
Hoje, TALVEZ, seja acorde errante na minha canção.
Eu não agüento mais esse mês...
Eu sinto mais amor que raiva.
Mas ninguém precisa levar isso a sério.
“Espera passar... Também te amo, boa noite...”.
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Piegas!
Eu gosto daquele ossinho na barriga dele. Aquele do ladinho, que é um pouco fundo.
Eu imagino um beijo meu guardado ali pra sempre.
Fico lembrando das letras grandes escritas com batom na barriga dele, aquele riso contido que ele me esconde quando eu suspiro mais fundo num abraço qualquer.
Outro dia me peguei falando de política, discutindo na verdade, porque eu sempre falo de política, embora eu não acredite em muita coisa, eu explanei sobre idéias e sentimentos de indignação que vão além da minha capacidade de indignação.
Eu não sei se quero falar disso.
Lembro da noite que eu tentei estragar, mas de tão mágica, eu não consegui.
A manhã parecia uma tarde cinzenta dos dias em que acordo com uma sensação de vida que tinge todo o céu de lilás.
Eu queria falar daquelas cumplicidades atrozes, que escondem o sangue entre os dentes pra não culpar a quem se prometeu.
Eu busco uma tragédia colorida, quero ser a atriz principal dum filme da Coppola filha, pois é a única modernidade que eu ainda suporto.
E também porque nem é moderno.
Hoje almocei sozinha de novo, e hoje foi culpa da chuva que não deixou meu amor chegar.
Conversei com as batatas fritas, e sorri com o limão da coca-cola, ai tão vendo porque não escrevo mais nesse blog, eu ando tão piegas, toda apaixonadinha.
No verdadeiro ritmo dos trópicos, na pieguice lusitana.
Bah! Preciso de férias.
Na falta do que fazer, visitei o blog da minha amiga Luana, esta que faz inúmeros testes malucos...
Fiz esse aqui:
(Beijos Lú!)
Eu imagino um beijo meu guardado ali pra sempre.
Fico lembrando das letras grandes escritas com batom na barriga dele, aquele riso contido que ele me esconde quando eu suspiro mais fundo num abraço qualquer.
Outro dia me peguei falando de política, discutindo na verdade, porque eu sempre falo de política, embora eu não acredite em muita coisa, eu explanei sobre idéias e sentimentos de indignação que vão além da minha capacidade de indignação.
Eu não sei se quero falar disso.
Lembro da noite que eu tentei estragar, mas de tão mágica, eu não consegui.
A manhã parecia uma tarde cinzenta dos dias em que acordo com uma sensação de vida que tinge todo o céu de lilás.
Eu queria falar daquelas cumplicidades atrozes, que escondem o sangue entre os dentes pra não culpar a quem se prometeu.
Eu busco uma tragédia colorida, quero ser a atriz principal dum filme da Coppola filha, pois é a única modernidade que eu ainda suporto.
E também porque nem é moderno.
Hoje almocei sozinha de novo, e hoje foi culpa da chuva que não deixou meu amor chegar.
Conversei com as batatas fritas, e sorri com o limão da coca-cola, ai tão vendo porque não escrevo mais nesse blog, eu ando tão piegas, toda apaixonadinha.
No verdadeiro ritmo dos trópicos, na pieguice lusitana.
Bah! Preciso de férias.
Na falta do que fazer, visitei o blog da minha amiga Luana, esta que faz inúmeros testes malucos...
Fiz esse aqui:
(Beijos Lú!)
terça-feira, dezembro 18, 2007
O Túnel
segunda-feira, dezembro 10, 2007
"se existirem alguns céus minha mãe teria (só seu) o seu. Não seria um céu amor-perfeito nem um frágil céu de lírios-do-vale porém sim seria um céu de rubronegras rosas meu pai estaria (rosa de cheirorosa de talo) pertinho de minha (pendendo sobre o seusilencioso) com olhos que são mesmo pétalas e vêm nada com a face de um poeta mesmo que é uma flor e não uma face com mãos que sussurram Céus é meu bem-amado bem (subitamente ao solele vergará& o jardim inteiro vergará)"
(e.e.cummings)
(e.e.cummings)
sexta-feira, dezembro 07, 2007
sexta-feira, novembro 09, 2007
quarta-feira, outubro 24, 2007
dia chuvoso.

"Se não entendo tudo, devo ficar contente com o que entendo. E entendo que vejo estas árvores e que tenho direito a minha língua e que posso olhar nos olhos dos estranhos e dizer: não me desculpe por não gostar do que você gosta; não me olhe de cima para baixo; não me envergonhe de minha fala; não diga que minha fala é melhor do que a sua; não diga que eu sou bonito, porque sua mulher nunca ia ter casado comigo; não seja bom comigo, não me faça favor; seja homem, filho da puta, e reconheça que não deve comer o que eu não como, em vez de me falar concordâncias e me passar a mão pela cabeça; assim poderei matar você melhor, como você me mata há tantos anos."
João Ubaldo Ribeiro.
terça-feira, outubro 16, 2007
ALTA ROTATIVIDADE NO CEMITÉRIO DE AMORES

Agora renova o gloss-urucum no espelho das ruas.
Pensa nos homens como um cemitério de sapatos que poderiam estar naquela vitrine.
Os homens são apenas um cemitério de sapatos que ficam embaixo das camas enquanto nos comem ou nem isso.
Sapatos de bicos finos.
Sapatos bem engraxados.
Sapatos sujos na poeira do trabalho e dos dias.
Sapatos cujos bicos já pedem água.
Sapatos de todos os números.
Quantas vezes, como num mergulho, numa vertigem, avistara aquele cemitério de homens mortos de véspera na sua memória.
“Os homens já sobem mortos para as nossas camas”, pensava ela.
Ela sempre gostou de dormir bem na beirada da cama, quase como se imaginasse que cairia dali em sonhos e seria levada por mares artificiais de filmes de Fellini.
por Xico Sá, sempre do caralho!
Pensa nos homens como um cemitério de sapatos que poderiam estar naquela vitrine.
Os homens são apenas um cemitério de sapatos que ficam embaixo das camas enquanto nos comem ou nem isso.
Sapatos de bicos finos.
Sapatos bem engraxados.
Sapatos sujos na poeira do trabalho e dos dias.
Sapatos cujos bicos já pedem água.
Sapatos de todos os números.
Quantas vezes, como num mergulho, numa vertigem, avistara aquele cemitério de homens mortos de véspera na sua memória.
“Os homens já sobem mortos para as nossas camas”, pensava ela.
Ela sempre gostou de dormir bem na beirada da cama, quase como se imaginasse que cairia dali em sonhos e seria levada por mares artificiais de filmes de Fellini.
por Xico Sá, sempre do caralho!
terça-feira, setembro 25, 2007
Protect me from what I want...

É miserável.
Essa forma eloqüente de me infernizar.
Esse inferno ácido que sou eu caminhando.
Eu não sou simpática.
Eu não sou empática quando eu não quero.
É miserável.
Todos aqueles que tocaram meu corpo são miseráveis em sua ausência.
Cansei de gente louca tentando me foder, cansei de gente burra e bela tentando me perturbar.
Eu não quero mais esses boçais onde meus olhos podem ver.
Eu não quero mais as bacantes, eu não quero mais os ardentes “marxistas”, tão sedutores em suas contradições revolucionárias e seus semblantes de “homem-feito” atrás de suas barbas cheias.
Eu preciso me livrar da beleza antes que ela me torne uma tola.
E tola eu não posso ser diante de tanta reação austera.
Não acredito mais no verde daqueles olhos.
Não acredito mais na devoção daquela menina gorda.
Não acredito mais na respiração ofegante ao meu lado no escuro do meu quarto.
Não quero mais ser alvo duma libido cretina.
Não quero mais o palhaço dos olhos escuros, não quero mais o jornalista dos olhos verdes, não quero mais a menina rechonchuda das mãos hábeis.
Renuncio ao gozo, desisto da fascinação.
E não há mais mágoa.
Me recuso.
É miserável.
Essa forma eloqüente de me infernizar.
Esse inferno ácido que sou eu caminhando.
Eu não sou simpática.
Eu não sou empática quando eu não quero.
É miserável.
Todos aqueles que tocaram meu corpo são miseráveis em sua ausência.
Cansei de gente louca tentando me foder, cansei de gente burra e bela tentando me perturbar.
Eu não quero mais esses boçais onde meus olhos podem ver.
Eu não quero mais as bacantes, eu não quero mais os ardentes “marxistas”, tão sedutores em suas contradições revolucionárias e seus semblantes de “homem-feito” atrás de suas barbas cheias.
Eu preciso me livrar da beleza antes que ela me torne uma tola.
E tola eu não posso ser diante de tanta reação austera.
Não acredito mais no verde daqueles olhos.
Não acredito mais na devoção daquela menina gorda.
Não acredito mais na respiração ofegante ao meu lado no escuro do meu quarto.
Não quero mais ser alvo duma libido cretina.
Não quero mais o palhaço dos olhos escuros, não quero mais o jornalista dos olhos verdes, não quero mais a menina rechonchuda das mãos hábeis.
Renuncio ao gozo, desisto da fascinação.
E não há mais mágoa.
Me recuso.
É miserável.
sábado, setembro 22, 2007
O início do fim...
Meus limites expostos em tudo que eu amo; minha poesia me dizendo adeus em cada mão que abandona as minhas...
Eu só queria uma forma de acabar com essa farsa toda. Parar de dissimular esse vazio; parar de sentir isso de outra forma... A grande verdade da minha estúpida existência é que eu não sei fazer nada vingar... Eu não sei fazer essa engrenagem, que já surgiu enferrujada, funcionar.
Uma vida totalmente sem sentido. Eu não estou caminhando nem da forma que queriam que eu caminhasse; e estou muito distante de caminhar da forma que eu queria.
Na verdade, eu sei que eu não estou mesmo indo para lugar algum.
E que eu nem sei se existe esse lugar onde eu queria estar.
Eu não tenho concentração para ler o que eu deveria ler e nem se há ainda algo mais no que eu estudo que eu deva aprender.
As coisas na sua essência primitiva não precisam ser melhoradas, porquê, algo me diz que depois apenas se pode distorcer as coisas já apreendidas; que já eram tão completas; e que também, eu sei, nunca pediram para serem modificadas.
Assim funciona a infância... Nenhuma criança precisa ser melhorada.
Todas as crianças já sabem o que é preciso saber para viver uma vida inteira!
SE o mundo fosse feito somente de crianças tudo seria mais bonito, e talvez pudéssemos admitir a existência de alguma perfeição.
De repente eu descobri que a perfeição está no que há de inicial; está na primeira impressão de tudo. Porquê na primeira impressão não há engano.
Numa primeira impressão há dezenove anos atrás minha acreditou, vivenciou o que há de mais belo em mim, e aquilo sim, era completo, porque lá, ao nascer: eu sou eu.
Lá só importava os olhos dela e aquele ser nascido -repleto de chances- que era eu. E lá estava a matéria-prima do amor dela por mim. Porque amor é a possibilidade de perfeição mais veemente.
E essa perfeição não deveria enfraquecer-se aos poucos. Pois dessa forma o amor (semente no brotar do seu primeiro galhinho) não iria morrer assim em fases... Não iria se perder da impressão inicial que era pura, que era verdadeira... Porque não há estrago que o mundo faça que acabe com uma percepção guardada por mil dragões.
A tragédia disso tudo é a perda da vitalidade dos dragões, que –estes sim- não estão imunes ao nosso descaso ao amor; não estão a salvo da nossa arrogância e estupidez de apenas conseguir ver o que está bem diante de nós...
Amanda Cristina Carvalho
quarta-feira, setembro 19, 2007
Para abrir os olhos...

"Eu devo ir
Não há mais sentido
Nos resta se juntar
Quem sou eu
Já não importa
Nem nunca importou
O que importa é o que te quebra em duas cidades
O que importa é o que te deixa tão transfuso
O que é a dor eu não entendo
Mas sinto apertar de leve o meu peito
Nas madrugadas quando estou a navegar
Faz quarenta dias que eu estou no meu barco a vela
E não me sinto tão sozinho, eu tenho meus amigos
Que só aparecem quando eu bebo
Que só aparecem quando eu bebo
Que só aparecem quando eu não sou eu
E hoje eu não...
O que importa é o que te faz rachar as velas
O que importa é o que te faz abrir olhos de manhã
E já é de manhã
Adeus, a estrada espera. "
(Helio Flanders_ Vanguart)
segunda-feira, setembro 17, 2007
"Vocês vão apanhar que nem ladrão"- CHOQUE.

E a indignação me domina...
Madrugada duma nova semana.
Muita coisa aconteceu.
Minha cabeça está pesada com tanta coisa.
Tô com muita raiva e indignação por tudo que aconteceu lá na faculdade...
Odiando ainda mais a polícia e similares.
Odiando ainda mais a rede Globo que manipula notícias e imagens.
Tô no extremo da minha fragilidade, da minha confusão, da minha saudade, da minha solidão.
Tô com a cabeça no meio fio...
Eu tinha tanta coisa pra escrever, tentar demonstrar minha indignação e revolta com as palavras escritas, porém as minhas mensagens são silenciosas, expressas pelo meu olhar.
Hoje eu estou me sentindo melhor.
Passei quinta, sexta e sábado exaurida, tensa, aflita...
Tanta coisa ao mesmo tempo...
Eu quero gritar.
Eu preciso decidir tanta coisa, arrumar essa vida torta...
Decidir um lugar para ir, porque não quero ficar sozinha em São Paulo, esse lugar me engole aos poucos...
Sexta eu vi o Marcelo, eu estava com tanta saudade, pena que não pude conversar muito...
Mas foi tão bom vê-lo.
Foi tão lindo o show do Violeta.
A Drica do meu ladinho, o Well que ressurgiu das cinzas...
E aquela banda perfeita, tocando num lugar que já me pareceu perfeito um dia...
Muita coisa aconteceu.
Minha cabeça está pesada com tanta coisa.
Tô com muita raiva e indignação por tudo que aconteceu lá na faculdade...
Odiando ainda mais a polícia e similares.
Odiando ainda mais a rede Globo que manipula notícias e imagens.
Tô no extremo da minha fragilidade, da minha confusão, da minha saudade, da minha solidão.
Tô com a cabeça no meio fio...
Eu tinha tanta coisa pra escrever, tentar demonstrar minha indignação e revolta com as palavras escritas, porém as minhas mensagens são silenciosas, expressas pelo meu olhar.
Hoje eu estou me sentindo melhor.
Passei quinta, sexta e sábado exaurida, tensa, aflita...
Tanta coisa ao mesmo tempo...
Eu quero gritar.
Eu preciso decidir tanta coisa, arrumar essa vida torta...
Decidir um lugar para ir, porque não quero ficar sozinha em São Paulo, esse lugar me engole aos poucos...
Sexta eu vi o Marcelo, eu estava com tanta saudade, pena que não pude conversar muito...
Mas foi tão bom vê-lo.
Foi tão lindo o show do Violeta.
A Drica do meu ladinho, o Well que ressurgiu das cinzas...
E aquela banda perfeita, tocando num lugar que já me pareceu perfeito um dia...
Bom, eu não sei mais o que escrever...
Acho que não sei mais escrever e contar minhas impressões...
Vamos continuar lutando pelo nosso direito de estudar e de termos a nossa FAFIL funcionando...
quarta-feira, setembro 05, 2007
“Não vou querer ser o dono da verdade, também tenho saudade, mas já são quatro e tal...”.
Essa semana acaba mais cedo.
E não é necessariamente bom ou ruim.
Sinto minha mente cansada, passei as duas últimas semanas preparando o trabalho do Reis, o vídeo ficou bonito, só o áudio que não colaborou, eu sou maníaca por trilhas sonoras e coloquei música em tudo.
Resumindo: A TV e o DVD não compartilharam com a minha fixação musical e só deu para ouvir as músicas.
Fiquei bastante irritada e fiz a ceninha básica dum diretor irritado, sai toda alterada da sala e fiquei um tempinho reclamando.
Depois voltei e vi que não havia mais o que fazer, fiquei lá sentada ao lado do professor fazendo comentários sobre o vídeo, tentando amenizar aquela frustrada tentativa de passar um vídeo; e também distraída com o verde dos olhos dele no escuro: nuances que só eu sei reparar...
O Reis é uma boa pessoa, por vezes fico sem saber o que dizer quando ele sorri e diz “tudo bem” em situações que eu quebraria tudo, mandaria tudo ao inferno.
Ele tem um jeito muito singular de enfrentar tudo, eu o admiro muito. Tanto que nem sei como expressar. Porque eu sou muito boa em expressar desprezo e repúdio pelas pessoas, e quando eu me encanto e admiro eu fico toda boba e sem saber o que dizer.
Porém, eu acho que ele deve saber que eu o admiro; ele não parece acreditar nessa minha pose blasé, não o tempo todo.
A apresentação foi adiada por conta de manifestos&manufaturados.
Eu estou um pouco cansada, muitos dias na frente do computador editando esse vídeo, escrevendo o trabalho escrito e tentando ler o Jorge Luis Borges que eu peguei na biblioteca semana passada.
Eu gosto muito deste senhor, gosto como quase gosto daqueles poemas de morte do Álvaro de Campos, só que eu sei que o Jorge não é de morte, ao menos não compartilha dessa morte niilista do Álvaro.
Eu ando tão distante da poesia, fazia tempo que não lia um livro de poesias.
Lembro que no colégio eu apenas lia poesias... Romances eu só lia alguns clássicos da literatura universal, e quase todos da literatura luso-brasileira.
Eu tinha um plano de que quando chegasse à faculdade eu já teria lido quase todos os clássicos universais, de Kafka a Eurípides.
Eu não li todos, e nem tenho mais tempo para isso.
Sinto-me culpada quando releio Drummond e vejo o Freyre na estante: inerte.
São tantos livros que eu TENHO que ler que me sinto mal quando leio os que eu GOSTO de ler.
Escrever então, tá cada dia mais difícil.
Acho que já superei a fase de me sentir mal por ser subjetiva e falar muito de mim mesma.
Aceito com mais paz a idéia de que nada que eu faça é tão profundo e complexo.
E ainda bem, porque não tem nada mais chato que gente “cheia de significados profundos”, nada pior que pessoa hermética...
Quem me conhece talvez se espante ao ler isso.
Mas me sinto assim, e é assim, ninguém vai ter o pensamento mirabolante que vai mudar a história dos pensamentos.
Somos todos indivíduos sociais, frutos do mesmo tempo, tudo que fizermos e pensarmos vai ser parecido, vai se encontrar em alguma parte (viva a Terezinha no meu caminho!).
A vida fica tão mais leve sem esse peso dos significados.
Acabou agosto!
Isso já me alegra um bocado.
E comecei setembro vendo a minha amiga Marina.
Muita confusão para chegar à festa, mas pela Marina eu iria até o inferno.
Festa da atriz: gente bela e louca.
Todavia, para mim as festas são todas iguais.
Fui somente para abraçar a minha amiga.
Não sei explicar o que nos faz assim. Mas amo aquela garota demais, mesmo estando perto dela tão pouco. Hoje é aniversário dela. Acontece alguma coisa mágica no céu quando é data natalícia de Marina.
Hoje acho que vou ao show dos Demônios da Garoa.
Bom, ao menos esses eram os planos, Estou sendo tomada por uma louca vontade de ficar em casa o dia todo.
Eu nem sei bem de mim...
Eu estou me sentindo bem, sem grandes perturbações.
Agosto acabou e setembro me sorriu docemente.
Porque as melhores coisas acontecem em setembro.
Bom, já escrevi demais...
E nada que seja útil.
Vou dormir...
E não é necessariamente bom ou ruim.
Sinto minha mente cansada, passei as duas últimas semanas preparando o trabalho do Reis, o vídeo ficou bonito, só o áudio que não colaborou, eu sou maníaca por trilhas sonoras e coloquei música em tudo.
Resumindo: A TV e o DVD não compartilharam com a minha fixação musical e só deu para ouvir as músicas.
Fiquei bastante irritada e fiz a ceninha básica dum diretor irritado, sai toda alterada da sala e fiquei um tempinho reclamando.
Depois voltei e vi que não havia mais o que fazer, fiquei lá sentada ao lado do professor fazendo comentários sobre o vídeo, tentando amenizar aquela frustrada tentativa de passar um vídeo; e também distraída com o verde dos olhos dele no escuro: nuances que só eu sei reparar...
O Reis é uma boa pessoa, por vezes fico sem saber o que dizer quando ele sorri e diz “tudo bem” em situações que eu quebraria tudo, mandaria tudo ao inferno.
Ele tem um jeito muito singular de enfrentar tudo, eu o admiro muito. Tanto que nem sei como expressar. Porque eu sou muito boa em expressar desprezo e repúdio pelas pessoas, e quando eu me encanto e admiro eu fico toda boba e sem saber o que dizer.
Porém, eu acho que ele deve saber que eu o admiro; ele não parece acreditar nessa minha pose blasé, não o tempo todo.
A apresentação foi adiada por conta de manifestos&manufaturados.
Eu estou um pouco cansada, muitos dias na frente do computador editando esse vídeo, escrevendo o trabalho escrito e tentando ler o Jorge Luis Borges que eu peguei na biblioteca semana passada.
Eu gosto muito deste senhor, gosto como quase gosto daqueles poemas de morte do Álvaro de Campos, só que eu sei que o Jorge não é de morte, ao menos não compartilha dessa morte niilista do Álvaro.
Eu ando tão distante da poesia, fazia tempo que não lia um livro de poesias.
Lembro que no colégio eu apenas lia poesias... Romances eu só lia alguns clássicos da literatura universal, e quase todos da literatura luso-brasileira.
Eu tinha um plano de que quando chegasse à faculdade eu já teria lido quase todos os clássicos universais, de Kafka a Eurípides.
Eu não li todos, e nem tenho mais tempo para isso.
Sinto-me culpada quando releio Drummond e vejo o Freyre na estante: inerte.
São tantos livros que eu TENHO que ler que me sinto mal quando leio os que eu GOSTO de ler.
Escrever então, tá cada dia mais difícil.
Acho que já superei a fase de me sentir mal por ser subjetiva e falar muito de mim mesma.
Aceito com mais paz a idéia de que nada que eu faça é tão profundo e complexo.
E ainda bem, porque não tem nada mais chato que gente “cheia de significados profundos”, nada pior que pessoa hermética...
Quem me conhece talvez se espante ao ler isso.
Mas me sinto assim, e é assim, ninguém vai ter o pensamento mirabolante que vai mudar a história dos pensamentos.
Somos todos indivíduos sociais, frutos do mesmo tempo, tudo que fizermos e pensarmos vai ser parecido, vai se encontrar em alguma parte (viva a Terezinha no meu caminho!).
A vida fica tão mais leve sem esse peso dos significados.
Acabou agosto!
Isso já me alegra um bocado.
E comecei setembro vendo a minha amiga Marina.
Muita confusão para chegar à festa, mas pela Marina eu iria até o inferno.
Festa da atriz: gente bela e louca.
Todavia, para mim as festas são todas iguais.
Fui somente para abraçar a minha amiga.
Não sei explicar o que nos faz assim. Mas amo aquela garota demais, mesmo estando perto dela tão pouco. Hoje é aniversário dela. Acontece alguma coisa mágica no céu quando é data natalícia de Marina.
Hoje acho que vou ao show dos Demônios da Garoa.
Bom, ao menos esses eram os planos, Estou sendo tomada por uma louca vontade de ficar em casa o dia todo.
Eu nem sei bem de mim...
Eu estou me sentindo bem, sem grandes perturbações.
Agosto acabou e setembro me sorriu docemente.
Porque as melhores coisas acontecem em setembro.
Bom, já escrevi demais...
E nada que seja útil.
Vou dormir...
terça-feira, setembro 04, 2007
lento...

cada palavra e cada disfarce que suas mãos despiram tão lentamente. era bonito ver minhas verdades rasgando por seus dentes. bonito mesmo! como me alegrava os olhos de te ver transformando toda a minha pose em cena de novela mexicana.
agora essa vontade de juntar a grana e comprar aquela arma.
vontade guardar você em cada tiro.
vontade de atirar sempre que eu penso que é você que vai descer do ônibus; que não é a sua linha, nem tem nosso nome riscado no vidro.
tampe meus ouvidos que eu vou atirar.
(Amanda)
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