Eu imagino um beijo meu guardado ali pra sempre.
Fico lembrando das letras grandes escritas com batom na barriga dele, aquele riso contido que ele me esconde quando eu suspiro mais fundo num abraço qualquer.
Outro dia me peguei falando de política, discutindo na verdade, porque eu sempre falo de política, embora eu não acredite em muita coisa, eu explanei sobre idéias e sentimentos de indignação que vão além da minha capacidade de indignação.
Eu não sei se quero falar disso.
Lembro da noite que eu tentei estragar, mas de tão mágica, eu não consegui.
A manhã parecia uma tarde cinzenta dos dias em que acordo com uma sensação de vida que tinge todo o céu de lilás.
Eu queria falar daquelas cumplicidades atrozes, que escondem o sangue entre os dentes pra não culpar a quem se prometeu.
Eu busco uma tragédia colorida, quero ser a atriz principal dum filme da Coppola filha, pois é a única modernidade que eu ainda suporto.
E também porque nem é moderno.
Hoje almocei sozinha de novo, e hoje foi culpa da chuva que não deixou meu amor chegar.
Conversei com as batatas fritas, e sorri com o limão da coca-cola, ai tão vendo porque não escrevo mais nesse blog, eu ando tão piegas, toda apaixonadinha.
No verdadeiro ritmo dos trópicos, na pieguice lusitana.
Bah! Preciso de férias.
Na falta do que fazer, visitei o blog da minha amiga Luana, esta que faz inúmeros testes malucos...
Fiz esse aqui:

(Beijos Lú!)