quarta-feira, junho 20, 2007

Confessional

"Amar, amei. Não sei se fui amado,
pois declarei amor a quem odiara
e a quem amei jamais mostrei a cara,
de medo de me ver posto de lado.
Ainda odeio quem me tem odiado:
devolvo agora aquilo que declara.
Mas quem amei não volta, e a dor não sara.
Não sobra nem a crença no passado.
Palavra voa, escrito permanece,
garante o adágio vindo do latim.
Escrito é que nem ódio, só envelhece.
Se serve de consolo, seja assim:
Amor nunca se esquece, é que nem prece.
Tomara, pois, que alguém reze por mim…"
( Glauco Matoso)

3 comentários:

Sir Alain Sakurazuka disse...

Não conheço Glauco Mattoso, mas o cara escreve bem. Gostei, tenho que admitir, até me senti um tanto reconhecido nesse poema, encaixa-se com uns acontecimentos passados, que mesmo ainda hoje passado tanto tempo eles ainda perpetuam em horríveis cicatrizes.

Sabe, isso lembra o que a Cris sempre diz: Se o mundo tivesse mais amor, não teríamos pessoas chorando nos cantos.

Chorar não choro. Não acredito que lágrimas mudem alguma coisa, isso é coisa de filme de magia de muito mal gosto. Mas é bom de vez em quando desabafar, acho que o real problema é quando já não conseguimos chorar. =)

É... Amor nunca se esquece. =) É que nem prece, e diria até mais, é como andar de bicicleta, se aprendeu a técnica e gostou... Só tende a evoluir. Problema nasce quando você leva um tombo e resolve deixar de andar.

Olha, nem sei pq eu escrevo essas baboseiras, mas agradeço por ler, sei lá... =P~~ Eu sei que sou meio bostão que só fala merda, mas... Obrigado por apenas me ouvir. Não sabe o bem que me faz. =D

disse...

"Escrito é que nem ódio, só envelhece."
É né.

disse...

"Escrito é que nem ódio, só envelhece."
É né.