quarta-feira, agosto 01, 2007

ah!




É, eu fiquei aqui a tarde toda com o pensamento lá: imóvel distração desde a última(e primeira) vez que eu te vi.
“Vá se foder... Por que diabos você tinha que me encantar tanto, se ia me deixar ir assim?”- eu disse baixinho antes de virar as costas e sair.
Rubra abaixo da cintura, e ontem eu sonhei com você e não soube como te contar.
Estive remoendo seus olhos entre os dedos, chupava sua língua e quase que te ouvi me chamar... O telefone tocou, acordei assustada. Desgraçadamente fragilizada.
Ficou um pouco da sua mão na minha perna, um pouco dos seus dedos no meu livro e dos seus olhos, porra, esses olhos ficam dançando (zombando de mim) sobre as notas desse jazz que soa (dolorido) por toda madrugada...
Você não precisa saber de nada disso.
Tô liricamente fodida por sua causa. De pernas cruzadas, os olhinhos brilhantes e sorrisinho cretino (mas tão bonitinho, ah se quisesses ver!).
Já haviam me dito que não demorava a aparecer um filho-da-puta perfeito pra revirar tudo, pra me fazer baixar a guarda, pra me calar a boca, pra me deixar sem saber o que dizer, pra que eu morresse de saudade (mesmo sem sentir)... Uma perfeição pra me colocar no meu lugar, pra quê de criança metida a sabe tudo eu voltasse ao meu posto verdadeiro de criança chorona que não sabe mais o que fazer pra chamar sua atenção, porra!
Eu tô te chamando, talvez não pareça mas eu tô chamando... Ah se eu pudesse gritar...

Um comentário:

Jô, disse...

Eu acho muito esquisito sentir saudades de coisas que não vivemos.
E eu odeio quando isso acontece com a minha pessoa também.
Ah, saudade é uma coisa estranha, nem sei o que eu tô falando....