
Espaços, reticências, canções pela tarde,
é como sentir sem mudar os traços da face,
sem chegar nem perto de uma síncope,
um pouco insone,
borboletas de morte,
de doença crônica,
postais sem nome.
Agora resta a estrada à frente
longínquo esquadro quebrado no meio,
gotas de perfume na roupa suja,
sapatos limpos,
sorriso amarelo.
Procura-se um corpo em qualquer temperatura,
um canto de boca alheia pra se guardar um segredo inventado,
mãos pra brandir
e soltar quando o sufoco do desejo for muito apertado.
Alguma emoção inesperada,
um certo verso original ou reformulado,
pra esfolar este silêncio,
pra desenferrujar o coração e os dentes.
Sangue novo,
distração atemporal,
quartos nunca antes freqüentados,
um sorriso desgraçadamente belo,
daqueles que submergem a harmonia com o rosto
e perturbam o sopor dos desavisados...
é como sentir sem mudar os traços da face,
sem chegar nem perto de uma síncope,
um pouco insone,
borboletas de morte,
de doença crônica,
postais sem nome.
Agora resta a estrada à frente
longínquo esquadro quebrado no meio,
gotas de perfume na roupa suja,
sapatos limpos,
sorriso amarelo.
Procura-se um corpo em qualquer temperatura,
um canto de boca alheia pra se guardar um segredo inventado,
mãos pra brandir
e soltar quando o sufoco do desejo for muito apertado.
Alguma emoção inesperada,
um certo verso original ou reformulado,
pra esfolar este silêncio,
pra desenferrujar o coração e os dentes.
Sangue novo,
distração atemporal,
quartos nunca antes freqüentados,
um sorriso desgraçadamente belo,
daqueles que submergem a harmonia com o rosto
e perturbam o sopor dos desavisados...