sexta-feira, junho 23, 2006

Dez lamúrias por gole

Isto é só um copo eu não bebi demais
Achei que era diferente e são todas iguais
Escrevi canções sobre ela mil noites sem fim
Deixou-me neste bar a cantá-las pra mim
Doce uuu uuuuuu uuuuu
Eu bebo da garrafa tomo o gin de manhã
Se o Príncipe era um sapo
ela devia ser rã
Eu amo quem eu sei que não me vai amar
Mas só assim me dá vontade de cantar
Doce uuu uuuuuu uuuuu
A dor existe e não dá pra esquecer
O peito insiste e não a deixa morrer
E eu não vou deixar-me beber como gin
E para estar sóbrio não basta só pensar em mim
Oh não
Deus não era isto que eu queria ser
O que me deixa mal
o que me faz viver
Sinto a roupa fria e o corpo dorido
Sinto o cheiro a vinho mesmo sem ter bebido
Nada Uuu uuuuuu uuuuu
Isto é só um copo a boca já me arde
Um homem varre o chão e diz que já é tarde
Senhor só bonne voyage é hora de fechar
E a Lua é mulher que hoje vou abraçar
Doce uuu uuuuuu uuuuu
A dor existe e não dá pra esquecer
O peito insiste e não a deixa morrer
E eu não vou deixar-me beber como gin
E para estar sóbrio não basta só pensar em mim
E eu não vou deixar-me beber como gin

(ortanis violeta)

2 comentários:

disse...

Nem vou comentar nada, pra não estragar os belos versos.
A linguagem é uma fonte de mal entendidos...

=*********************

Luís Fernando disse...

Buenas.
Você deveria atualizar isso todos os dias.
Seus textos são bons demais. Mesmo o que não é seu, mas passa pelo teu crivo. =)
Porque não publica nos sites literários que existem? Seria um prazer ser teu colega de literatura na internet.
Se cuida.
29 beijos.