terça-feira, junho 27, 2006

analgésicos ou Drummond?

Hoje me deu vontade de pintar um céu de verde, uma parede de preto, vontade cortar os cabelos, punir os opressores da minha solidão em tédio ao mundo.
Vontade estranha de ficar parada na frente do órgão publico mais próximo até que alguém me perguntasse alguma coisa.
Hoje eu não li, hoje eu não consegui pensar em ninguém, nem mesmo nele, sequer pensei em mim.
Sangrando o grande mal do gênero feminino.
Úteros, ovários, trompas, por que vocês existem?
Ah!
Cansada do que é simples, do que é obvio, do que é certo, do que é impossível.
Cansada de ver a vida passando, e cansada de só conseguir pensar em clichês azuis como os olhos que fascinam nas quartas feiras.
Só mais uma vida, só mais uma contradição.
Uma paixão estranha que não sabe ser e nem ficar, e ela vai embora, que as flores estejam na estrada e tenha um blues soando no ar, eu não vou impedir, vá!
Esvaziando-me pra ver o que vai ficar...
Talvez saudade, talvez um sorriso, ausência de lamentos já me bastaria.
Poesia é matéria de lembrança, nunca vale enquanto o que se escreve ainda faz presente.
Não deve doer tanto ser um museu...
Não deve doer tanto vê-la ir...
E se doer agente compra um analgésico ou um livro do Drummond.
Ah!
Alguma coisa deve amenizar...

por Amanda...

4 comentários:

disse...

Amanhã o Frank faltará!Ai que tristeza... rsrs
Bom, na dúvida, eu compraria apenas o livro do Drummond. Não que ele vá curar a dor de alguma coisa, enfim...


beijoo
=*

Diego disse...

Amanditaa!Gostei do texto...´Quem disser que a solidão não planeja seus golpes...´ preciso aparecer mais por aqui, gosteiii...e já coloquei o link daqui no meu fotolog! ;*
Besoss.!Fica bem!!!

Luís Fernando disse...

Buenas.
Amanda, eu adoro o Drummond.
E costumo escrever ao invés de tomar um analgésico.
Já mandou os textos para os sites?
Se cuida.
29 beijos.

Carlos disse...

tu escreve muito. =o