
É miserável.
Essa forma eloqüente de me infernizar.
Esse inferno ácido que sou eu caminhando.
Eu não sou simpática.
Eu não sou empática quando eu não quero.
É miserável.
Todos aqueles que tocaram meu corpo são miseráveis em sua ausência.
Cansei de gente louca tentando me foder, cansei de gente burra e bela tentando me perturbar.
Eu não quero mais esses boçais onde meus olhos podem ver.
Eu não quero mais as bacantes, eu não quero mais os ardentes “marxistas”, tão sedutores em suas contradições revolucionárias e seus semblantes de “homem-feito” atrás de suas barbas cheias.
Eu preciso me livrar da beleza antes que ela me torne uma tola.
E tola eu não posso ser diante de tanta reação austera.
Não acredito mais no verde daqueles olhos.
Não acredito mais na devoção daquela menina gorda.
Não acredito mais na respiração ofegante ao meu lado no escuro do meu quarto.
Não quero mais ser alvo duma libido cretina.
Não quero mais o palhaço dos olhos escuros, não quero mais o jornalista dos olhos verdes, não quero mais a menina rechonchuda das mãos hábeis.
Renuncio ao gozo, desisto da fascinação.
E não há mais mágoa.
Me recuso.
É miserável.
Essa forma eloqüente de me infernizar.
Esse inferno ácido que sou eu caminhando.
Eu não sou simpática.
Eu não sou empática quando eu não quero.
É miserável.
Todos aqueles que tocaram meu corpo são miseráveis em sua ausência.
Cansei de gente louca tentando me foder, cansei de gente burra e bela tentando me perturbar.
Eu não quero mais esses boçais onde meus olhos podem ver.
Eu não quero mais as bacantes, eu não quero mais os ardentes “marxistas”, tão sedutores em suas contradições revolucionárias e seus semblantes de “homem-feito” atrás de suas barbas cheias.
Eu preciso me livrar da beleza antes que ela me torne uma tola.
E tola eu não posso ser diante de tanta reação austera.
Não acredito mais no verde daqueles olhos.
Não acredito mais na devoção daquela menina gorda.
Não acredito mais na respiração ofegante ao meu lado no escuro do meu quarto.
Não quero mais ser alvo duma libido cretina.
Não quero mais o palhaço dos olhos escuros, não quero mais o jornalista dos olhos verdes, não quero mais a menina rechonchuda das mãos hábeis.
Renuncio ao gozo, desisto da fascinação.
E não há mais mágoa.
Me recuso.
É miserável.