
E os mesmo passos que nos roubaram parte da vitalidade me trouxeram pra esse ininterrupto medo de ser quem eu sou.
Medo de abrir os olhos e ver que tudo o que se quebra nem sempre parece frágil.
Imediatismo dos sentidos, gritos no escuro, e a mesma estupidez ao notar que toda a sensação que me restar é apenas resto no fim.
Escorrem lentas as folhas dos galhos e a sua estranha forma de me dizer “não”, me acorda.
E dá mesmo vontade de virar um espectro de mim mesma pra não ter mais que ver e ser vista.
Mas o que solta essas amarras e me nutre nesse universo aleatório de almas globalizadas vai além dessas tardes insólitas e tão vulgares quanto cavas.E mesmo que você se esqueça eu vou passear pelo seu silencio sempre que você souber e conter o que tem a dizer.
por Amanda Cristina Carvalho