terça-feira, maio 23, 2006

Noite de um único verso

(ao doce menininho)

Você destrói o mundo com poesia, eu compro o mundo com compaixão.
Você revive tudo aquilo que eu feneço com um sorriso cru, irritante (o raspar das unhas nos vidros).
As luzes que nos tocam sem dor; sem bolinar nossos olhos, anunciam que nos encontramos e que toda a miséria eterna do mundo não vai nos humilhar quando você o punir com sua poesia e eu recolher seus versos -extasiados de glória- com a minha compaixão.
Agonia da força na extremidade do seu olhar no meu, pra todo arco-íris que nascer na sua ausência.
Rompi o hímen da minha alma e te desenhei na minha falta de pudor ao te encontrar e sorrir.
Nunca pensei em me encontrar numa desordem de sentir, espera essa chuva molhar meu passado e me cala com sua língua no meu pescoço –pulsando quente tanto quanto minhas artérias que até então eram frias e inertes-.

Por Amanda Cristina Carvalho22/4/06.

2 comentários:

jwagner disse...

gosto bastante do ritmo dos seus textos!

(vou te linkar no meu blog agora!)

bjo.

Luís Fernando disse...

Buenas.
Gostei bastante. =)
Romper o hímen da alma é muito bom.
Se cuida.
29 beijos.